Passage Lanriec

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Um pequeno barco, o bac du passage, ou Passeur, faz a travessia da Ville-Close ao bairro Passage Lanriec (Place Duquesne) pelo canal de acesso ao porto. Seu nome deve-se à sua situação: era uma passagem obrigatória na rota que ligava Quimper a Quimperlé.

Do outro lado, um caminho passa pela estátua de Abraham Duquesne, pelo "Abri du Marin" e, mais adiante, por uma casamata e a estátua de Santa Ana. 

Tem-se uma bela vista da entrada do canal e da marina, bem como da Ville-Close.

O caminho segue adiante, mas eu só fui até a casamata. É um passeio muito agradável e um local muito tranquilo e bonito. Pode-se ver algumas pessoas pescando entre as pedras e outras simplesmente sentadas em algum banco apreciando a paisagem.

Mas quem foi Duquesne, o que é o Abri du Marin e por que uma casamata e uma santa?

Existem placas explicativas pelo caminho que nos ajudam a entender a história. Segue uma pequena tradução.

  • Duquesne: "Abraham Duquesne, foi tenente-geral de Luis XIV e chefe de esquadra. Sua vitória mais triunfal foi contra a esquadra do almirante holandês Ruyter. Também ficou conhecido por tranformar a cidade de Brest em um verdadeiro arsenal militar. Apreciado por Colbert e pelo Rei, nunca foi promovido a almirante pois se recusava a renegar sua religião protestante. Em 1651 ele comprou o Manoir do Moros, à beira do rio de Concarneau, pois preferia o mar ao invés dos salões de Versalhes. Em 1893, o novo proprietário mandou erguer esta estátua na entrada do domínio. Ela só foi instalada em seu local atual em 1964."
  • Abri du Marin: "no início do século XX, centenas de pescadores vindos de outros portos para pescar a sadinha na baía de Concarneau no verão se encontravam no bairro do Passage. À noite, ou quando não podiam sair com os barcos, seu único divertimento era frequentar os diversos cafés e tabernas. O mesmo ocorria com os pescadores locais no inverno, quando os barcos permaneciam em terra. Como resultado, a embriaguez tornou-se um grande problema. Jacques de Thézac, rico filântropo, impressionado por esse acontecimento, decidiu criar o “Abri du Marin” nos principais portos pesqueiros. Nestes estabelecimentos gratuitos, os marinheiros podiam encontrar sala de jogos, atelier, biblioteca, bebidas sem álcool e até mesmo quartos em caso de necessidade. O Abrigo de Lanriec foi aberto em 1901, quase na mesma época do abrigo de Concarneau. Dezenas de milhares de pescadores se encontrariam ali ao longo dos anos. Com as mudanças ocorridas na indústria pesqueira, o Abrigo foi comprado pelo município em 1972 e hoje é um lugar para reunião de associações do bairro."
  • Santa Ana e a casamata: "de junho de 1940 a agosto de 1944, Concarneau foi ocupada pelas forças alemãs. A Organização Todt construiu, em todos os pontos estratégicos, casamatas com canhões voltados para o mar. As forças de ocupação temiam um desembarque surpresa dos Aliados. O bairro Rouz, que na época era apenas um bosque e um matagal, constituía o lugar ideal para vigiar a entrada do porto. Esta casamata era ligada aos abrigos subterrâneos e postos antiaéreos por uma rede de trincheiras. Seu canhão de 47mm seria usado com o de uma casamata parecida colocada na outra margem, perto da barragem. Estes armamentos nunca foram utilizados e foram abandonados em 1944. A estátua erguida sobre a casamata representa Santa Ana, padroeira da antiga paróquia de Passage-Lanriec e protetora dos bretões. Foi esculpida nos anos 50 por G. Rouxel e era antigamente local de procissões anuais."

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