Rochefort-en-Terre: um vilarejo florido

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“Um dos mais belos vilarejos da França”, “Vilarejo favorito dos franceses em 2016”, “Petite cité de caractère da Bretanha” e “Cidades Floridas: 4 flores” . Precisa dizer mais?



Rochefort-en-Terre, que possui a classificação “Os mais belos vilarejos da França” faz mais do que juz a isso. O que me vem à mente ao digitar este texto é o batido, mas verdadeiro, “que lugar lindo!!!” Assim mesmo, cheio de exclamações. Quantas flores!!! Que charme!!! Rochefort-en-Terre merece todas essas exclamações. Não à toa a cidade foi eleita em 2016 a preferida dos franceses numa votação de um programa do canal de televisão France 2. Além disso, também possui as classificações "Petite cité de caractère da Bretanha" e "Village Fleuri 4 fleurs" (4 flores = 4 estrelas).

Localizada sobre um relevo rochoso, a cidade, que se tornou uma praça-forte entre a terra e o mar, era chamada de Roche Forte (“rocha forte” ou “rocha fortificada”). O nome atual data de 1892.

Na parte mais alta, construiu-se o castelo, aos pés do qual o povoado se desenvolveu durante a Idade Média. Pode-se apreciar construções feitas por pessoas com melhores condições sociais, a maior parte delas em pedra. Há também construções em enxaimel. Mais abaixo, em direção ao lavoir (lavadouro), instalaram-se os comerciantes e artesãos.

O castelo foi fundado no século XII e reconstruído no século XVII. No século XX, foi comprado por Alfred Klots, pintor americano que transformou as cavalariças em um solar, atraindo diversos artistas. Visita-se apenas o parque, que acolhe diversas manifestações como festival de canto coral, exposições e espetáculos.

A rue du Château, que mais adiante passa a se chamar rue des Scourtets, leva à Place du Puits (Praça do Poço), onde, como diz o nome, há um poço, em frente ao Posto de Turismo.

Mais à frente encontra-se a Place des Halles (Praça do mercado), praça principal do povoado a partir do século XVII. Ali, além da feira, também eram realizadas festividades.

Não deixe de visitar o Lavoir: antigo ladouro do século XVI, alimentado pelo riacho Candré. É um lugar lindo, bom para uma pausa, principalmente se o dia estiver quente.

Ali perto vê-se a Porte de l’étang, uma das antigas entradas da cidade. Segundo o folheto do Posto de Turismo, esta passagem coincide com a rota do sal que chegava de La Roche-Bernard e de Guérande (esta última famosa atualmente pela flor de sal ali colhida), para ser distribuído no interior.

Mais adiante encontra-se a Igreja Notre-Dame de la Tronchaye. Seus vitrais contam a história de sua origem. No século IX ou X, quando das invasões normandas, um padre teria escondido uma estátua da virgem no tronco oco de uma árvore. Esta imagem foi descoberta anos mais tarde por uma camponesa. Decidiu-se, então, construir a igreja ali nesse mesmo lugar.

Caminhe até o final da cidade. A beleza das glicínias nos surpreende a cada passo. A mais impressionante, que sobe pelas paredes do prédio da prefeitura (Mairie), foi plantada há 200 anos.

Pelo que li, Rochefort-en-Terre fica ainda mais encantadora no final do ano, quando 30km de guirlandas a cobrem de luz para o Natal. Ainda preciso ver isto!

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