O Golfo de Porto e suas lendas

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"um conto mágico, petrificado por algum poder sobrenatural''



Uma estrada pequena e sinuosa corta as Calanques de Piana (formações rochosas de pórfiros) e divide as cidades de Piana e de Porto. Como pano de fundo das duas cidades, o Golfo de Porto, Patrimônio da Humanidade desde 1983.

A região compreende, ainda, a reserva de Scandola e o Golfo de Girolata, as Gorges de Spelunca, A floresta de Aïtone, piscinas naturais e cascatas.

Conheci apenas as cidades de Piana e Porto, tendo escolhido ficar em Piana por duas noites, no hotel Les Roches Rouges.

O site oficial da cidade de Porto (veja link no final da página) nos fala sobre a lenda que envolve a criação do Golfo:

"Satanás, o anjo caído, apaixonou-se perdidamente por uma camponesa. Ele passou semanas a observá-la do inferno, cada dia mais enamorado. Certa manhã, apareceu na terra para conquistar a bela. Mas, ao invés de ceder ao Príncipe das Trevas, a jovem o insultou, bateu nele e chamou o marido dela. Este, ao chegar, estava tomado pela raiva. Armou-se de um bastão de carvalho e atingiu o pobre diabo que acabou colocando o rabo entre as pernas e nem mesmo tentou matar marido e mulher. Imaginem! Fácil demais. Foi então que decidiu tornar o local inabitável.

Bateu, partiu, cortou e revirou a terra, e colocou as rochas às avessas, mas com uma viva preocupação artística. Sim, segundo os corsos antigos, com um pouco de imaginação é possível perceber, esculpidos nas falésias, o camponês, sua esposa e seu cão.

São Martinho, passando por ali, resolveu benzer as falésias. Constatando que não poderia vencer a fúria, chamou uma onda que, então, acariciou o rochedo. Foi assim que nasceu o Golfo de Porto…"

Os barcos para se ver as calanques do mar saem da cidade de Porto, mas comprei o tíquete na recepção do hotel. Na verdade, eu queria ir no dia seguinte à minha chegada, pois estava cansada de dirigir, mas disseram-me que não era certo os barcos sairem  devido ao tempo. Assim, deixei minhas malas no quarto e lá fui eu para a estrada de novo. É um passeio realmente imperdível e maravilhoso. O azul da água contrasta com o vermelho das pedras. Mas algumas pedras possuem traços de outra cor, como a paleta de um pintor.

Existem várias grutas e, dependendo do tamanho do barco só é possível entrar em algumas. Mas há um pequeno barco, chamado de "Passe-partout", vermelho e branco, e cujo tamanho faz jus ao nome, que entra em cavernas e passagens impossíveis de serem alcançadas por barcos maiores. Quando lá estive, não havia mais lugar neste barco. Você pode vê-lo nas fotos: fica menor ainda ao lado dessas rochas monumentais.

 

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