Falésia de Aval

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A arquitetura mais gigantesca que existe (Victor Hugo).



A mais alta de todas as falésias, com 80m, Aval é minha preferida. Na verdade, é a preferida de muita gente, assim como foi de pintores famosos como Monet.

François-Xavier, morador de Étretat e um apaixonado pelo local, nos conta em seu blog, EN: Étretat Normandie, que a origem do arco de Aval deve-se a um rio que costeava a praia e que cavou seu leito na pedra, e à ação da erosão marinha.

No pé da falésia percebe-se um grande cavidade na rocha, mais visível com a maré baixa, chamada de trou à l’homme (toca do homem). Ali foi encontrado um náufrago sueco, em 1792. Com a maré baixa, é possível atravessar pela cavidade até o outro lado, onde a praia Jambourg leva até outro arco, a Manneporte. É preciso sempre prestar atenção à maré e a prováveis desmoronamentos, devendo-se caminhar afastado das falésias. No início da trilha que leva ao alto da falésia de Aval há um painel com o horário das marés.

Manneporte significa “porta grande”. O arco é mesmo mais largo que os de Aval e Amont, na verdade, tão largo que o escritor Guy de Maupassant dizia que por ali poderia passar um navio com todas as velas içadas.

Para seguir a trilha é preciso ter tempo. Sobe-se até o alto da falésia de onde se tem uma vista deslumbrante da praia, da cidade e da Falésia de Amont. Na metade do caminho há um banco, onde se pode descansar um pouco e apreciar a vista. A trilha ladeia uma parte de um campo de golfe. Isso mesmo, um campo de golfe. Os amantes do esporte que me desculpem, mas como jogar ao invés de apreciar esse deslumbre da natureza?

Lá no alto, vemos os festígios do forte de Fréfossé e uma pequena passarela que leva a duas rochas conhecidas como Chambre des Demoiselles (o quarto das senhoritas). Estas rochas são cercadas por uma lenda segundo a qual o senhor deste castelo encontrou, certo dia, três jovens pelas quais se interessou loucamente. Uma vez que as jovens não quiseram sua atenção, ele então, cheio de rancor, as prendeu em seu forte, que ficava no alto da falésia. Após três dias, as jovens faleceram e uma senhora viu suas almas voarem para o céu. Mas também tomadas de rancor, as jovens retornaram para assombrar seu algoz que também veio a falecer.

Em frente ao arco vê-se uma pedra alta e pontuda, como um obelisco. Trata-se da Agulha, ou Agulha oca (Aiguille Creuse) como descrita pelo escritor Maurice Leblanc em seu romance do mesmo nome. Seria o local onde o personagem Arsène Lupin teria escondido o tesouro dos reis da França.

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