Falésia de Amont

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“A pequena porta de Étretat parece, de longe, em tempos de pouca luz, que a escurecem, um enorme elefante bebendo no mar” (Guy de Maupassant).



A falésia de Amont é a que possui o menor arco, mas pode-se sentir a monumentalidade das rochas ao caminhar pela praia. Os seixos dificultam um pouco a caminhada e podem machucar.

Também é possível subir até o alto da falésia. Mas prepare-se, no começo existem vários degraus. Se não puder ou não tiver disposição, é possível chegar lá em cima de carro. Lá do alto, avista-se, do lado oposto, a imponente Aval e a Agulha. É um ótimo lugar para esperar o entardecer que, dependendo do tempo e do horário, pinta de dourado ou de prata o azul do mar.

François-Xavier, morador de Étretat e um apaixonado pelo local, nos conta em seu blog, EN: Étretat Normandie, a origem do nome Amont. Um rio que costeava a praia, cavou seu leito na pedra. Uma vez que a fonte do rio provinha do norte e que, em francês, a palavra amont designa a parte alta do rio (ou água acima), escolheu-se este nome para a falésia. A palavra aval, seu oposto, i.e., água abaixo, foi escolhida para a outra falésia, mais ao sul, para onde se dirigia o rio.

No alto da falésia existe uma capela, Notre-Dame de la Garde, inaugurada em 22 de agosto de 1950. A primeira capela ali construída foi consagrada em 6 de agosto de 1856. Os marinheiros levaram manualmente até o topo da falésia o material necessário à sua construção. Mas foi destruída em 1942, sendo substituída pela atual.

Ali ao lado vê-se uma flecha branca em cimento e um museu. É um monumento em homenagem a dois aviadores franceses, Charles Nungesser e François Coli, que tentaram atravessar o Atlântico Norte sem escala em um avião biplano chamado de Oiseau blanc (pássaro branco). Foram vistos pela última em 8 de maio de 1927, sobrevoando Étretat. O monumento foi erguido em 1962, no lugar de um anterior, de 1928, destruído em 1944.

Seguindo-se pela trilha, vê-se, num determinado ponto, uma escada. Só desci até uma parte. O restante me pareceu meio perigoso e eu estava sozinha. Sempre tenho medo de escorregar. E todos avisam que por ali é preciso ter bastante cuidado. Enfim, descendo esta primeira etapa avista-se a parte de cima de Amont e uma parte da costa, a Côte d’Albâtre tendo, ao fundo, a cidade de Fécamp. E é muito, muito bonito. Mesmo.

Dentro d’água, destacam-se duas falésias, similares à Agulha: a mais próxima, meio triangular, é Roc Vaudieu; mais ao longe, uma outra, mais retangular e comprida, é a Aiguille de Belval.

A trilha vai seguindo. Encontrei um senhor pelo caminho e perguntei aonde ia dar. Parece que vai passando por outras cidades até chegar a Fécamp. Uma bela caminhada de quase 4h. Melhor se informar no posto de turismo.

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