Étretat (Normandia, França) | Para onde?

Étretat: entre falésias e mar

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“Se eu tivesse que mostrar o mar a um amigo pela primeira vez, escolheria Étretat para isso.” (Alphonse Karr)



Estive em Étretat pela primeira vez em 1995, apenas de passagem. Fiquei impressionada com a beleza de suas falésias. Voltei alguns anos depois, também de passagem. E ficou uma vontade de passar mais tempo ali, uma noite que fosse, para subir com calma ao alto das falésias, ver o sol se por.

Desde que comecei a me interessar por fotografia, procuro as luzes do amanhecer e do entarder. Como durante uma viagem, devido ao cansaço, por vezes fica difícil acordar cedo para fotografar com a luz do amanhecer, sempre que posso fico esperando a luz dourada do final da tarde. E ficava imaginando como seria essa luz nas falésias e no mar.

No final de setembro de 2016 voltei à cidade. Cheguei por volta das 13h e pernoitei num Chambre d’hôtes incrível. Mas fui embora no dia seguinte, o que foi uma pena. Deveria ter ficado mais uma noite. É que é possível caminhar ao logo da falésia de Amont até a próxima cidade. Quanto tempo? Não sei, mas com aquela paisagem acho que não deve dar para sentir o tempo passar. E também pode-se visitar o Museu Le Clos Lupin - Maison Maurice Leblanc e os Jardins de Étretat.

Étretat é uma pequena cidade da Normandia, a pouco mais de 200 km de Paris, localizada na costa conhecida como Côte d’Albâtre; possui falésias de calcário branco que impressionam por sua monumentalidade e pelo contraste de sua cor com o azul do mar. O nome, albâtre (alabastro), vem justamente da cor das falésias que se estendem do estuário dos rios Sena e Somme até ali.

A luz e a beleza do lugar atraíram escritores e pintores realistas, românticos, impressionistas e fauvistas. Courbet pintou 14 quadros das falésias e inúmeros do mar, mas foi a partir das obras de Monet que a paisagem ficou conhecida.

Monet conheceu Étretat no inverno de 1868-1869 e voltou ali todos os entre 1883 e 1886, tendo pintado 50 telas, em diferentes momentos do dia, para captar a luz que se alterava ao longo das horas.

Dentre os escritores, pode-se citar Maupassant, Flaubert, Victor Hugo e André Gide. Um outro escritor, Maurice Leblanc, tornou as falésias célebres com seu personagem Arsène Lupin, ladrão de casaca, criado em 1905.

O primeiro livro Arsène Lupin, gentleman-cambrioleur foi publicado em 1907. A este seguiriam-se mais 21. Trata-se da história e das peripécias de um ladrão brilhante, cavalheiro e divertido, que mantém um código de honra em seus golpes. Mestre na arte do disfarce, Arsène Lupin assalta bancos, museus, vilas e guarda suas riquezas na Agulha, uma das falésias de Étretat.

Segundo o professor Jacques Derouard, que escreveu Le Monde d’Arsène Lupin e Dictionnaire Arsène Lupin, Maurice Leblanc “teve a engenhosa ideia de usar a história e a geografia não apenas como simples elementos do cenário, como algo “pitoresco”, mas como parte da história”.

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