Um vilarejo de pedras vermelhas

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(Collonges-la-Rouge, França)

Havia alugado um carro e estava em Sarlat com minha irmã, onde havíamos passado uma noite. Dali iríamos para Bordeaux, mas antes queríamos visitar alguma cidade por perto. Ao entrar na página oficial de turismo e clicar em “Idées circuits” (ideias de passeios) havia “De Sarlat à Collonges-la-Rouge”. Fiz uma pesquisa sobre Collonges e ao ver a primeira foto soube que teria que ir até lá. Minha irmã concordou. Ainda bem!

Paramos antes em Beaulieu-sur-Dordogne e a proprietária de um restaurante onde entramos para um café, ao nos ver com mapa na mão, nos sugeriu visitar Curemonte e Collonges-la-Rouge, o que só reforçou nossa decisão. A distância entre Sarlat e Collonges varia entre 61 e 72km dependendo do caminho escolhido.

Era final de janeiro mas, apesar de inverno, o dia estava bonito e claro, e o azul do céu parecia fazer ressaltar o vermelho das pedras. E por falar na cor, o nome Collonges-la-Rouge vem da cor vermelha das pedras usadas em suas construções e que se deve à presença de mais de 2% de óxido de ferro em sua composição.

Ali não se vê nenhum fio elétrico ou telefônico, a maior parte das ruas é para pedestres, o que lhe confere um caráter único e autêntico, motivo pelo qual já foi muito procurada para filmagens.

Além de estar incluída na lista dos “Mais Belos Vilajeros da França” é onde se localiza a sede da associação. Collonges também é uma etapa em um dos caminhos de Santigado de Compostela, que passa por Rocamadour.

A partir do século XVI funcionários do Viscondado de Turenne foram morar ali, quando construíram diversos castelos e torres. Segundo o site da Mairie, em sua época mais próspera, o vilarejo possuía aproximadamente 30 torres. Destas, dez são visíveis, algumas desapareceram e outras encontram-se escondidas. Após a Revolução uma lei impunha aos habitantes que escondessem os sinais externos de sua riqueza imobiliária; e uma outra taxava portas, janelas e torres.

O QUE VER

  • La Maison de la Sirène: uma típica casa de Collonges no século XVI, como um museu. Pena que só abre no verão, então não foi possível visitá-la;
  • Igreja de Saint-Pierre: possui um sino romano; sua sacristia já foi uma capela dedicada a Santiago, onde os peregrinos paravam para rezar antes de continuar seu caminho em direção a Rocamadour e à Espanha;
  • Chapelle des Pénitents: sede da confraria dos Pénitents Noirs, fundada no século XII-XII para ajudar prisioneiros, condenados à morte e doentes;
  • Halle: antigo mercado de grãos do século XVI, onde há um forno que é acionado no primeiro domingo de agosto, durante a festa da Commune.

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